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Ponta do Marisco, o Himalaia Brasileiro

18 Oct 2016

Localizada no município Armação dos Búzios, na região dos lagos do estado do Rio de Janeiro, a praia de Geribá é uma das mais famosas e frequentadas do litoral do estado. Possui dois quilômetros de extensão, areia fina; clara e mar bastante agitado. 

 

                                                                 PRAIA DE GERIBÁ

 

A Ponta do Marisco é localizada na extremidade direita da praia e é o que caracteriza o apelido curioso do local. Há cerca de 520 milhões de anos (período Cambriano, era Paleozoica, éon Fanerozoico) tal região fazia parte de uma cadeia de montanhas semelhante ao Himalaia, que foi gerada durante a colisão entre blocos continentais da América do Sul e África. Nesta união entre Brasil e África foi gerado o paleocontinente Gondwana.

 

                                                             PONTA DO MARISCO

 

Gondwana existiu por mais 300 milhões de anos até que, há 130 milhões de anos (período Cretáceo, era Mesozoica, éon Fanerozoico), começou a se fragmentar em vários blocos continentais. Uma destas fraturas ocorreu justamente entre a América do Sul e África, na mesma região onde ocorreu a colisão que formou o paleocontinente. Este processo deu origem ao oceano Atlântico e separou novamente Brasil e África.

 

O Himalaia brasileiro já não existia como cadeia montanhosa pois milhões de anos de erosão retiraram material destas montanhas, depositando-o na Bacia do Paraná. Com o início do processo de abertura do Atlântico, estes sedimentos passaram a se depositar nas recém formadas bacias costeiras brasileiras, Serra do Mar e Serra da Mantiqueira. Porém, nunca mais ergueram-se montanhas tão altas como as da época do Himalaia brasileiro.

 

                                              

As rochas do local foram geradas na colisão que ocorreu há 520 milhões de anos. Eram todas ígneas entretanto, após metamorfismo regional (durante processo de choque e afastamento do continente) e de contato (intrusões de diques afetando a rocha encaixante), algumas dessas rochas transformaram-se em metamórficas. Basicamente, basalto e gnaisse, respectivamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

             ROCHA ÍGNEA AFANÍTICA: BASALTO                   ROCHA METAMÓRFICA: GNAISSE CLARO COM BANDAMENTOS

 

 

Além dessas evidências de que a Ponta do Marisco fazia parte do Himalaia, é possível verificar estruturas que foram formadas no processo de separação, como falhas e fraturas na rocha. 

 

PAREDE COM ESTRIAS DE FALHA INDICANDO A DIREÇÃO DO DESLOCAMENTO NA HORA DA SEPARAÇÃO

 

 

            

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 XENÓLITO DE GNAISSE PERDIDO NA MASSA DO BASALTO (foto da esquerda)

 

 ESTRIAS MINERAIS (CARBONATO) INDICANDO MOVIMENTO AO LONGO DAS FRATURAS LATERAIS (foto da direita)

 

 

Fonte: 

DRM - Departamento de Recursos Minerais 

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