Como Se Formam os Furacões?

9 Sep 2017

 Os furacões normalmente ficam famosos nos noticiários pelo seu grande poder de destruição. Mas você já se perguntou como um fenômeno meteorológico tão grande como o Furacão Irma consegue se formar?

 

 Para entender como esses fenômenos ocorrem, é necessário compreender a origem das chuvas, que se dá em dois estágios: primeiro, a vaporização das águas; depois, a condensação desse vapor, caindo novamente em forma de água.

 

 Em águas quentes tropicais, esse processo é intensificado, o aquecimento da superfície do mar faz evaporar a água mais rapidamente, formando muitas nuvens de chuva. Esse processo faz com que a pressão atmosférica caia, o que favorece a subida rápida do ar e mais evaporação, se torna um círculo vicioso. Isso faz com que o ar frio, que possui uma pressão maior, invada o espaço desocupado pelo vapor que subiu. Com isso, o ar frio também se aquece e sobe em movimentos circulares. Essa combinação intensifica os ventos, que se movimentam no oceano em espiral, atingindo altas velocidades.

 

 Em geral, esse aquecimento das águas acontece em zonas tropicais, isto é, entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio, por isso, o fenômeno é classificado como ciclone tropical.

 

 

Tufões e Ciclones?

 

 São nomes diferentes para o mesmo fenômeno meteorológico, o que muda é apenas o local de formação.

 

 Fonte da Imagem: G1

 

Destruição

 

 O potencial destrutivo dos furacões costuma ser bem alto, mas tudo depende da velocidade dos ventos. A escala Saffir-Simpson classifica os furacões em cinco categorias.

 

 

 

 Muitos furacões perdem força ao atingir áreas com águas frias e não chegam a ter contato com o continente. Aqueles que encontram a costa tendem a perder velocidade à medida que se deslocam para o interior. O Furacão Irma chegou a ser classificado na Categoria 5, chegando a ventos de 300 km/h, por isso causou tanta destruição pelas Ilhas do Caribe.

 

Aquecimento Global

 

 Os modelos informáticos que simulam o clima do século XXI revelam um possível aumento da intensidade dos ciclones (ventos e chuvas), e uma possível redução da sua frequência no planeta. "Os ciclones com uma intensidade maior são uma das consequências esperadas das mudanças climáticas", explica Valérie Masson-Delmotte, membro do GIEC, grupo de referência sobre o clima em nível mundial.

 

 Quanto maior a temperatura da água e o nível de umidade, maior pode ser a intensidade do ciclone. E estes dois elementos são mais intensos devido ao aumento do efeito estufa. Os cientistas consideram que há 7% de umidade a mais na atmosfera para cada grau de aquecimento.

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