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Saiba Como Evitar a Contaminação do Solo em Postos de Combustíveis

27 Aug 2017

O armazenamento de derivados de petróleo e de outros combustíveis representa um grande risco ao meio ambiente por serem agentes potencialmente poluidores e causadores de acidentes ambientais. Existem 29.804 postos de gasolina no país, sendo que a maioria foi construída na década de 70. Com uma média de vida útil de 25 anos para tanques subterrâneos, supõe-se que eles já estejam comprometidos e com alto risco de vazamento. Tendo o risco em vista, o CONAMA, Conselho Nacional do Meio Ambiente, publicou a resolução 273, a qual dispõe sobre a instalação e operação de postos de combustíveis.


Em um derramamento de gasolina, uma das principais preocupações é a contaminação de aquíferos, por ser muito pouco solúvel em água, a gasolina derramada, contendo mais de 400 componentes, inicialmente estará no subsolo como líquido de fase não aquosa (NAPL). Em contato com a água subterrânea, a gasolina se dissolverá parcialmente. Os hidrocarbonetos mono aromáticos: benzeno, tolueno e xilenos, chamados BTEX, são os componentes presentes na gasolina que possuem maior solubilidade em água e, portanto, são os primeiros contaminantes a atingir o lençol freático. Estes compostos são considerados substâncias perigosas por serem depressoras do sistema nervoso central. O benzeno é comprovadamente carcinogênico podendo causar leucemia.

 

Monitoramento

 

O sistema de monitoramento de poços de combustíveis tem o papel de detectar, o quanto antes, se há vazamento dos tanques para o solo, para que sejam tomadas as medidas mitigadoras o mais rápido possível. O descumprimento desse monitoramento resulta para o proprietário uma multa de R$ 1.000 a R$ 50.000,000 previsto na Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais).

 

O monitoramento consiste na distribuição de uma malha de Poços de Monitoramento espalhada estrategicamente no terreno do posto. Esses poços são abertos pelo método de sondagem a trado, com o objetivo de coletar amostras de solo e de água subterrânea para análises químicas.

 

Coleta de Amostras de Solo

 

As amostras de solo são coletadas a cada 1,0 m de profundidade até chegar ao nível de água. Cada amostra de solo coletada é dividida em duas alíquotas, uma para medição dos VOC (Compostos Orgânicos Voláteis) no local, e a outra para possível análise química em laboratório. As amostras com maior VOC são enviadas para as análises químicas em laboratório. Devem ser acondicionadas em um frasco de vidro de boca larga com tampa revestida de teflon, de modo que não haja espaços vazios em seu interior, evitando assim a perda dos compostos mais voláteis BTEX e HPA’s

 Fonte da Imagem: goo.gl/YEb9vg

 

Coleta de Água Subterrânea

 

Na amostragem de águas subterrâneas, é necessário a remoção da água estagnada nos poços onde serão coletadas as amostras utilizando 3 alíquotas de um bailer descartável. As amostras de água subterrânea são coletadas com auxilio de um bailer descartável, no sentido do escoamento do fluxo d’água subterrânea. As amostras de água são colocadas em 2 dois frascos diferentes, um para análise de BTEX (Benzeno, Tolueno, Etilbenzeno e Xilenos), frasco de vidro de 40 mL com tampa de teflon, e para análise de HPA’s (Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos) em um frasco âmbar de vidro de 1 litro.

 

 

Fonte da Imagem: goo.gl/YEb9vg

 

Os frasco devem ser devidamente etiquetado e identificado, como: dados de localização (ponto de coleta), profundidade de amostragem (amostras de solo), concentração de VOC, hora da coleta, amostrador (técnico responsável) e tipo de amostra (água ou solo). Em seguida as amostras as devem ser acondicionadas e mantidas refrigeradas a 4º C em caixa térmica durante o transporte e a coleta. Todas as amostras devem ser coletadas em dobro.

 

Análises de Laboratório

 

  • Hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) e Hidrocarbonetos Totais do Petróleo (TPH), de uma maneira geral, tanto os HPAs quanto seus derivados estão associados ao aumento da incidência de diversos tipos de câncer no ser humano.

  • BTEX (Benzeno, Tolueno, Etil benzeno e todos os Xilenos), são compostos derivados de petróleo, altamente prejudiciais a saúde humana, podendo assim, contribuir para o aparecimento de doenças crônicas ou a manifestação carcinogênica, como a leucemia. Entre os compostos citados, o benzeno é o mais tóxico.

Caixas Separadoras - Água de Lavagem

 

A água destinada para lavagem de veículos gera efluentes que estão contaminados principalmente por óleos, graxas, sabões e material argiloso em suspensão. O tratamento padrão utilizado pelo posto de combustível para a descontaminação da água utilizada é o gradeamento para reter sólidos grosseiros, passando pela caixa de areia para que os sólidos em suspensão se depositem no fundo e, por último, a água de lavagem chega ao separador água/óleo retendo óleos livres, lançando o efluente na rede pública de água e esgoto. Esses efluentes precisam ser analisados para a verificar se estão sendo tratados de maneira adequada antes de serem devolvidos à rede de esgoto.

 

Análises de Laboratório

 

  • DQO - Demanda Química de Oxigênio
    Demanda química de oxigênio é a quantidade de oxigênio necessária para oxidação da matéria orgânica através de um agente químico.

  • DBO - Demanda Bioquímica de Oxigênio
    Demanda bioquímica de oxigênio de uma água e/ou efluente é a quantidade de oxigênio necessária para oxidar a matéria orgânica por decomposição microbiana aeróbia para uma forma inorgânica estável.

  • Substâncias Tensoativas que reagem com Azul de Metileno
    Os surfactantes são substâncias tensoativas, compostas por moléculas grandes, ligeiramente solúveis na água. Causam espuma nos corpos de água onde são lançadas, tendendo a manter-se na interface ar-água.

  • Solos sedimentáveis
    Os sólidos sedimentáveis contidos nos esgotos são, na sua maioria, constituídos de material mineral, tais como: areia, pedriscos, silte, escória, cascalho.

  • pH
    O Potencial Hidrogeniônico, por influir em diversos equilíbrios químicos que ocorrem naturalmente ou em processos unitários de tratamento de águas, o pH é um parâmetro importante em muitos estudos no campo do saneamento ambiental.

  • Temperatura:
    A temperatura desempenha um papel principal de controle no meio aquático, condicionando as influências de uma série de parâmetros físico-químicos.

 

Os derivados do petróleo representam uma ameaça constante e real para o Meio Ambiente, é preciso tomar todas as medidas necessárias para evitar qualquer risco de contaminação e estar adequado à legislação ambiental.

 

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